Enem chega ao fim com o desafio de diminuir número de faltosos

Enem chega ao fim com o desafio de diminuir número de faltosos

RIO- O Exame Nacional do Treino Médio (Enem) 2017 chega ao fim hoje com a prática das provas de Matemática e Ciências da Classe. Nesta difusão, a prova deixou de proporcionar certificados de formação no segmento, foi realizado em 2 domingos e não permitirá que os “treineiros” tenham acesso às suas notas antes do Sistema de Compilação Consolidado (SiSu). Inclusive com todas essas modificações, um componente permanece: o alto algarismo de faltosos.

No primeiro dia de exame, domingo passado, 30% dos candidatos não fizeram as provas de Linguagens, Ciências Humanas e Composição. O percentagem é parecido ao dos mais anos. Em números absolutos, o valor chama a atenção. São 2 milhões de candidatos que se inscreveram, porém não apareceram. Isto seria o afim a 20 dias da média de público da última difusão do Rock in Rio.

— Naturalizamos o alto algarismo de faltas no Enem, porém isto é um cinca. Possuimos que supervisionar por que os alunos se inscrevem e escolhem não ir. É simples que há aqueles que não podem por abacaxi de trabalho ou os famosos atrasados, porém isto não reflete 2 milhões de ausentes — aponta Gustavo Santos, coordenador do Associação Afetação Um.

Renato Janine Arroio, catedrático de Ética na Faculdade de São Paulo (USP) e ex-ministro da Pedagogia no governo Dilma Rousseff (PT), sabe os impactos que este percentagem pleito. — O primeiro impacto é o ambiental. A fabricação de cadernos de abacaxi é ensejo através do algarismo de inscritos. Estamos falando, então, de 2 milhões de cadernos de 20 ou 30 páginas que não vão ser usados. Imagina isto em árvores? — indaga Renato Janine.

PREJUÍZO AOS COFRES PÚBLICOS

Outra problema apontada, com acautelamento, pelo ex-ministro é a econômica. Com cacuri de 70% dos candidatos isentos do pagamento da adesão, vários dos faltosos geram prejuízo aos cofres públicos.

— A altivez possui que durar, é essencial. Porém é necessário ter alma. Um aluno que é alheio e falta a prova sem explicação pleito prejuízo. Este dinheiro poderia ter sido utilizado para outras ações sociais — pondera o ex-ministro que, em sua gestão, formulou uma hall que retirava o direito de altivez no ano assento, caso o acadêmico faltasse a prova sem explicação. — Essa era uma das atitudes para combater isso. Não sei se teve assiduidade — lamenta. A hall 483, de acordo com o Inep, continua valendo.

No ano em que foi decretada, o Enem gabarito respostas teve seu menor percentagem de faltas (25%), porém nas edições seguintes o andarilho voltou aos tradicionais 30%. Por fim, Janine similarmente aponta uma abacaxi ética no alto algarismo de faltas. — Até inclusive quem agradecimento, às vezes, não vê dificuldade nesses gastos materiais.

Ou seja, com altivez ou não, também há a alcance ética nesse percentagem tão alto — analisa Janine. O Inep apenas fará um abalo sobre o algarismo de faltosos deste ano depois da aplicação do de acordo com dia de prova, que ocorre hoje.